História, memórias e reflexões de Wiesel
Paralelismo entre real e imaginário norteiam novo trabalho do Nobel da Paz
Com mais de 40 livros e um Nobel da Paz no currículo, o escritor Elie Wiesel atrai interesse a cada nova obra que publica. Neste O caso Sonderberg (Bertrand Brasil 208 pp., R$ 34 – Trad.: Karina Jannini), ele mescla história, memórias, teatro e jornalismo ao contar a história de Yedidyah, crítico de teatro judeu, sobrevivente do nazismo. Ele é escalado pelo editor do jornal para acompanhar o julgamento do estudante universitário alemão Werner Sonderberg, acusado de matar seu tio durante uma viagem. A constatação do quão teatral pode ser um julgamento, com seus trajes, seus discursos decorados e mentiras que se passam por verdade, é a primeira das muitas ironias de Wiesel. Mas o caso abre espaço também para uma reflexão dos valores da sociedade moderna.
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