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A Argentina sob a lupa da sátira

01 de abril de 2010
1 min de leitura

Borges e Bioy demolem pedantismo, vanguarda e espertalhões

Apesar dos 15 anos que os separavam, Jorge Luis Borges (o mais velho) e Adolfo Bioy Casares foram sócios de um empreendimento que só se espera, quando muito, de irmãos gêmeos: a produção de textos literários a quatro mãos. O escritor que nasceu da parceria dos dois argentinos se assinou costumeiramente H. Bustos Domecq e às vezes B. Suárez Lynch. Tão raro quanto o tipo de empreendimento é o resultado, que transpira quanto Borges e Bioy se divertiram em trabalhar juntos, imaginando o narrador, seu modo de falar e escrever, sua visão de mundo, seu pendor bajulatório. Os dois últimos volumes assinados por Bustos, publicados originalmente em 1967 e 1977, saem agora no Brasil enfeixados num só. Crônicas de Bustos Domecq/Novos Contos de Bustos Domecq (Globo, 256 pp., R$ 42 – Trad.: Maria Paula Gurgel Ribeiro) são textos produzidos em épocas muito diferentes e compõem um volume vigorosamente irregular.

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