Anna Duckworth: um caso de amor aos livros
A mais antiga bibliotecária municipal em atividade, fala de sua experiência no Brasil e exterior
Anna Duckworth, de 61 anos, bibliotecária da rede municipal desde 1978 – a mais antiga em atividade – percebeu a mudança de foco nas bibliotecas brasileiras mais fortemente no início dos anos 2000. Durante o mestrado no Simmon”s College, em Boston, na década dos anos 90, e como estagiária de duas bibliotecas norte-americanas, ela já havia testemunhado a guinada fora do País. “Foi-se o tempo em que um estudante ia a uma biblioteca fazer pesquisas. Isso eles podem fazer pela internet. Contar histórias, envolver os potenciais leitores com coisas relacionadas ao livro pode ser a nossa tábua de salvação”, diz Anna, que hoje se dedica a pequenos eventos na Biblioteca Belmonte, em Santo Amaro, zona sul da capital, e diz não acreditar que a tecnologia dos leitores eletrônicos possa suplantar o uso do livro físico a curto ou médio prazo. “Talvez em 50, 60 anos. Até pelo acesso que é restrito. Essa onda vai demorar a se espalhar até a borda.”
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