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Bibliotecas mais atraentes

28 de março de 2010
2 min de leitura

Para acompanhar o avanço tecnológico e atrair leitores, espaços implantam programas diferentes ligados ao livro

“É como um Game Boy (videogame portátil), só que para livros?”, indaga Antonio Claudio, tentando entender o que é um e-reader. O estudante de 12 anos frequenta cinco dias por semana a Biblioteca Pública Érico Veríssimo, em Parada de Taipas, na periferia de São Paulo, e desde 2007 anota num caderno escolar os livros que lê, seguidos de pequenos resumos. A lista de títulos é variada, entre eles cinco volumes da série Harry Potter, de J. K. Howling, seis romances de Sidney Sheldon e algumas peças de William Shakespeare. Claudio nunca ouviu falar de leitores eletrônicos e ao ser apresentado a um demonstrou desinteresse: “Nada se compara a um livro.” Em São Paulo, a Prefeitura administra 52 bibliotecas cujo acervo soma pouco mais de 2 milhões de livros, catalogados por 277 bibliotecários em atividade. O volume de empréstimos foi de 955 mil em 2009, distribuídos entre os 85 mil usuários inscritos e a lista dos mais retirados iguala-se à dos best-sellers nas livrarias. Na biblioteca frequentada por Claudio há uma lista de espera com 21 nomes de interessados – já foi de 38 – em ler Crepúsculo (Intrínseca, 416 pp., R$ 39,90), da norte-americana Stephenie Meyer. Os campeões de empréstimos são também os mais furtados ou não devolvidos. Em cada biblioteca da cidade, pelo menos 20 livros não retornam às estantes, todo mês.

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