Reaparece romance de Jaime Prado Gouvêa
Mineiro pertencia à chamada Geração Suplemento. Seu livro será reeditado pela Record
O escritor mineiro Murilo Rubião, introdutor do realismo fantástico no Brasil e integrante da geração de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Rezende e Hélio Pellegrino, criou em 1966 o Suplemento Literário de Minas Gerais, que lançou dezenas de escritores brasileiros e estrangeiros em suas páginas e foi responsável pelo surgimento de uma nova geração de autores mineiros, a chamada Geração Suplemento. Jaime Prado Gouvêa foi um desses jovens escritores da Geração Suplemento. Formado em direito pela UFMG, com passagem pela redação do paulista Jornal da Tarde, Gouvêa lançou poucos mas criativos livros de contos e um romance. Este, O altar das montanhas de Minas (208 pp., R$ 37,90), está sendo reeditado pela Record e vem todo impregnado de mineiridade. Desenvolvido durante a ditadura militar no Brasil, o enredo tem a Inconfidência Mineira como referencial e traz os personagens centrais Dirceu Dumont e as figuras femininas de Bárbara e Marília. A história, insólita e crepuscular, transita entre Belo Horizonte, Ouro Preto e Mariana, redações de jornal censuradas e órgãos repressores dos anos de chumbo. Caio Fernando Abreu o considerava um livro comovente e de estrutura sólida, onde o autor põe na mesa todos os clichês do pós-modernismo.
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