CEP 20.000, vinte anos depois
Ponto de encontro dos artistas cariocas, CEP 20.000 faz aniversário com festa e lançamentos
Numa definição provisória, cuja validade expira no fim deste parágrafo, o CEP 20.000 poderia ser apresentado ao leigo como um grande show de calouros vanguardista, no qual ninguém é gongado e a disposição para correr riscos vale mais que os vibratos impecáveis de qualquer finalista do “American Idol”. Ou então, trocando o miniverbete pela micro-retrospectiva, poderia ser lembrado pelo auto de Natal em que o artista plástico Ernesto Neto tomava cerveja na mamadeira para melhor interpretar o menino Jesus. Ou pela cabeça de minotauro em papel machê que durante anos paramentava o mestre de cerimônias da festa, mas acabou imolada certa quartafeira de cinzas no Baixo Gávea. E ainda de várias outras maneiras que seriam igualmente desautorizadas pelo poema “CEP”, de Chacal: “só indo só vendo ouvindo vivendo”.A anti-definição em versos serve então de convite para a comemoração dos 20 anos do CEP (sigla para Centro de Experimentação Poética) na próxima quarta-feira no Espaço Sérgio Porto (Rua Humaitá, 163 – Humaitá. Rio de Janeiro/ RJ. Tel.: 21 2266-0896).
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