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Lupe Cotrim, uma poeta interrompida

26 de março de 2010
2 min de leitura

Mostra na USP e poemas musicados por Almeida Prado celebram a breve vida e a fina obra de Lupe Cotrim Garaude, que morreu há 40 anos.

Leve, transparente e colorida. Assim o compositor Almeida Prado vislumbrou a poeta Lupe Cotrim Garaude, que não conhecia, até musicar recentemente seis poemas do bestiário “Cânticos da Terra”, o quarto livro da autora, morta de câncer aos 36 anos, em 1970. Já tendo musicado poemas de Cecília Meireles e Hilda Hilst, o compositor se surpreendeu com a força da palavra de Lupe, cuja obra é tema de exposição inaugurada nesta semana no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP). “São poemas lindíssimos. Fiquei encantado com seu estilo, que é muito pessoal e não lembra o de nenhuma outra poeta brasileira”, afirma Almeida Prado, que recebeu a encomenda da pesquisadora Leila V. B. Gouvêa, curadora da exposição em cartaz no IEB. Leila Gouvêa é autora do ainda inédito Estrela Breve – Uma Biografia da Poeta Lupe Cotrim, que espera publicar no segundo semestre, em homenagem aos 40 anos de sua morte. Também para a efeméride, seu viúvo, o filósofo José Arthur Giannotti, planeja reeditar, segundo Leila, a antologia que a própria Lupe organizou antes de morrer. Sabendo da gravidade da doença da mulher, Giannotti insistiu para que ela preparasse o volume, que ele lançou em 1973 com o título Obra Consentida, incluindo inéditos selecionados por ele.

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