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O clássico A Máquina do Tempo ganha nova edição

26 de março de 2010
1 min de leitura

Obra do precursor da ficção científica ganha nova versão pela Alfaguara

Sempre identificado como pioneiro ou precursor da ficção científica, o inglês H.G. Wells (1866-1946) é hoje mais uma referência literária indireta do que propriamente lida. Por ter sido a fonte de dezenas de filmes e histórias em quadrinhos, seus livros talvez cheirem a oferta de segunda mão, quando deveria ser o contrário. Nem o fato de ter figurado entre os primeiros nomes do cânone literário de Jorge Luis Borges mudou a situação, só a confirmou. Mas as virtudes e os fascínios que Borges encontrou em Wells, como seu interesse pelos mistérios do tempo, da imagem e da replicação, continuam vivos no próprio texto do “pioneiro”. A prova disso está no lançamento desta nova edição de A Máquina do Tempo (Alfaguara, 152 pp., R$ 36,90), traduzida pelo escritor Braulio Tavares. É dele também o convidativo prefácio, plenamente correspondido pelo texto de Wells, rico no que Tavares chama com precisão de “entusiasmo fabulativo”. Trata-se de uma leitura extremamente prazerosa.

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