Editora Random House teme guerra de preços com iPad
iPad começará a ser vendido no dia 3 de abril, mas Random House e Apple ainda não entraram em acordo
A Random House, maior editora de livros do mundo em vendas, poderá manter suas publicações fora do iPad, da Apple, quando o aparelho for colocado à venda no mês que vem. A unidade do grupo Bertelsmann teme os efeitos do aparelho sobre os preços dos livros eletrônicos. Segundo se comenta no mercado, as cinco maiores concorrentes da Random House – Macmillan, Simon & Schuster, Hachette, Harper-Collins e Penguin – já aderiram à iBookstore. Mas a ausência da líder do mercado de livros será um golpe para a Apple. Markus Dohle, executivo-chefe da Random House, não excluiu, ontem, a possibilidade de um acordo antes do início das vendas do iPad, mas disse que está dando seus passos com cuidado, uma vez que o regime de fixação de preços da Apple poderia prejudicar as práticas das editoras. Até agora, as livrarias tradicionais e os grupos varejistas da internet como a Amazon vinham comprando livros das editoras com descontos para depois remarcá-los e vendê-los com lucro para os leitores. Mas, numa ampliação do modelo de preços, a Apple quer que as editoras estabeleçam os preços que serão pagos pelos usuários – ficando a própria Apple com 30% das vendas resultantes. Dohle disse que o iPad e a iBookstore significam “mudanças, em especial para os nossos acionistas”, que exigiriam que a editora consultasse mais os autores e seus agentes.
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