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As escolhas dos escritores

23 de março de 2010
2 min de leitura

Mesclar autores clássicos e contemporêaneos pode ser a solução, afirmam escritores

Com a autoridade de quem é adorada pelas adolescentes com a série “Fala sério”, Thalita Rebouças acredita que escritores como Luis Fernando Verissimo, Fernando Sabino e João Ubaldo Ribeiro deveriam figurar na lista de livros das escolas. “Esses três, sim, deveriam ser leitura obrigatória! De histórias curtas, os alunos passariam para os romances. Não dá para empurrar tantos clássicos sem dar aos adolescentes uma contrapartida, um livro com o qual ele se identifique”, diz a escritora, que já teve obras adotadas por escolas brasileiras e portuguesas. No mês de fevereiro, em sua coluna no GLOBO “Como (não) formar leitores”, o escritor e jornalista Zuenir Ventura criticou uma lista de livros cobradas no ensino médio por uma escola. “Lê-los e relê-los é fundamental. Mas tentar impor a um leitor iniciante Lima Barreto e até mesmo Machado, que é um gênio, é querer afastá-lo do prazer da Leitura. Primeiro é preciso dar textos mais agradáveis para, depois, aumentar o nível de complexidade, defende Zuenir.

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