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Prazer obrigatório

23 de março de 2010
2 min de leitura
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O Globo ouve adolescentes sobre a leitura de clássicos nas escolas

Foi o jornalista e escritor Zuenir Ventura que levantou o debate em sua coluna do Globo: a leitura obrigatória de clássicos, como Iracema ou Senhora, é capaz de incentivar um aluno a ler ou vai afastá-lo da literatura? Com essa pergunta na cabeça, a Megazine recolheu as listas de livros cobradas no ensino médio em dez colégios e perguntou aos principais interessados — os estudantes — o que eles acham disso tudo. Fã de Código Da Vinci, Anjos e demônios e Harry Potter, Luiz Fernando Magalhães, de 16 anos, leu a coletânea Os cem melhores poemas do século, organizada por Ítalo Moriconi, para um teste de literatura. O aluno do 2º ano do pH da Tijuca confessa que não foi fácil. Breno Elias de Souza pensa parecido com Luiz, seu colega de turma. Apesar de ter gostado de O Santo Inquérito e O melhor das comédias da vida privada, que leu no 1º ano, ele confessa que não terminou Memórias de um sargento de milícias. “Li o começo e achei chato. Não gosto muito de livros. Prefiro ler sobre esporte na internet. Tinham que procurar algo com nossa linguagem”, opina Breno, que, questionado sobre o que sugeriria como leitura na escola, vacila: “Não sei”. 

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