Pirataria peruana espalha-se pela AL
Preferidos são best-sellers mundiais, autoajuda e livros técnicos e escolares
O vencedor está só, mas vem sendo adquirido por milhares de leitores peruanos no maior mercado da indústria pirata latino-americana. Conhecido como “Paraíso dos Livros”, o mercado Amazônia fica num galpão de 7 mil m² ao norte de Lima, capital do Peru, e concentra cerca de 250 barracas de vendedores de livros usados, antigos e piratas. Foi ali que o novo romance de Paulo Coelho fez sua estreia, antes mesmo de concluída a tradução oficial para o espanhol da editora Planeta. “A tradução da [editora] Planeta foi preparada com certa lentidão, e o editor pirata resolveu encomendar uma tradução ele mesmo”, explicou Coelho à Folha. Numa época em que o mercado editorial discute a ameaça dos e-books e da pirataria digital, o Peru se debate com o comércio de best-sellers da literatura mundial, sucessos da autoajuda e livros escolares piratas que quase varreu do mapa a atividade formal de impressão. São livros manufaturados em pequenas gráficas pulverizadas pelas periferias de Lima.
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