Pupila tirou Fonseca de editora
Insistência de escritor saída para que Companhia das Letras publicasse romance de Paula Parisot causou
Um dos segredos mais bem guardados do mercado editorial brasileiro zanzou por uma semana num cubo branco de 3m x 4m dentro de uma livraria em Pinheiros, São Paulo. Ali morou até ontem a escritora Paula Parisot, numa performance para lançar seu romance “Gonzos e Parafusos”. Foi ela o pivô da saída do escritor Rubem Fonseca da Companhia das Letras, em maio do ano passado, após 20 anos na editora. Um dos mais populares e prestigiados autores nacionais, o romancista e contista mudou-se para a Agir, do grupo Ediouro, por R$ 1 milhão. Movido pelo silêncio das partes, desde então o mundo livreiro especulava sobre os motivos do rompimento. Segundo a Folha apurou, foi a insistência de Fonseca para que a Companhia publicasse “Gonzos e Parafusos” a causa da saída. Paula é amiga e discípula literária do escritor. Anteontem, contrariando a famosa reclusão, ele viajou do Rio, onde vive, a São Paulo para participar da performance dela. Paula já emplacara na Companhia seu primeiro livro, de contos, em 2007. Dois anos depois ofereceu o romance, mas, segundo a editora, não houve acordo para a publicação. Fonseca, apurou a reportagem, intercedeu de uma forma que não agradou a Companhia. O escritor nega ter sido esse o motivo da saída. Fonseca -que já avalizou iniciantes que depois vingaram, como Patrícia Melo-, não desistiu de ajudar Paula. Enviou os originais de “Gonzos e Parafusos” para a editora Leya, que a contratou e investiu R$ 50 mil apenas na performance.
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