Autora de livro sofre processo por uso da palavra olímpico
De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro, a palavra “olímpico” é de propriedade da entidade
Em entrevista, a professora de educação física, psicóloga e escritora Katia Rubio explicou os motivos que a levaram a escrever Esporte, Educação e Valores Olímpicos (Casa do Psicólogo, 95 pp., R$ 35), cuja venda tentou ser proibida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Segundo Katia Rubio, o COB alegou que a palavra “olímpicos” é de propriedade da entidade, e que não pode ser usada em livros. O absurdo teve, claro, uma resposta imediata da autora. “Minha defesa é que a palavra é da língua portuguesa e pode ser usada em qualquer contexto, principalmente no mundo acadêmico. O livro propõe-se a oferecer um projeto para a educação olímpica no país. Katia Rubio diz que mostra um pouco do que existe em uma Olimpíada e pode ser usado não apenas nas aulas de educação física, mas, sim, em outras de história, literatura, biologia, entre outras. Uma das preocupações é com os Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil. “Tenho temor de olhar para 2016, pois como o Brasil é sede, tem a prerrogativa de participar de todas as modalidades. E aí?”, questiona.
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