Historiografia gaúcha
Entre Impérios - Formação do Rio Grande na Crise do Sistema Colonial Português (1777-1822) é um lançamento da Alameda
Territórios de fronteira quase sempre têm uma história complicada que envolve debates sobre identidade cultural e nacional, atribuem valor a mitos de origem, genealogias e heranças. O extremo sul do Brasil não foi exceção. Entre Impérios – Formação do Rio Grande na Crise do Sistema Colonial Português (1777-1822) (Alameda, 285 pp., R$ 36), do historiador Maximiliano M. Menz, evidencia o papel-chave desempenhado pelo novo território na formação do próprio Brasil. O autor é doutor pela Universidade de São Paulo e professor de História Moderna na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e propõe o que chama de “inversão do tema” no qual costumava se debater a historiografia gaúcha: a relação entre o Rio Grande do Sul e o Brasil ou de que maneira a região do Rio da Prata passou a importar não tanto por si mesma, mas sim, dentro do jogo formativo de uma sociedade entre impérios.
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