Música abriu precedente perigoso
Mercado editorial sabe do perigo e não quer que aconteça com os livros o mesmo que aconteceu com os CDs
As editoras de livros enfrentam um precedente preocupante à medida que iniciam a marcha rumo à digitalização. Dez anos atrás, o negócio da música ainda dependia muito das vendas de CDs em lojas. Mas o que começou como um filete de músicas pirateadas na internet transformou-se em uma torrente, depois que os consumidores descobriram maneiras fáceis de obter música gratuitamente. Em meio a essa anarquia, a Apple entrou em cena. Com o iPod e a loja virtual iTunes, o grupo de tecnologia ofereceu às gravadoras um meio fácil de vender música pela internet, e, aos consumidores, uma maneira fácil de comprá-la. Mas ao encorajar as vendas de músicas individuais e estabelecer o preço de todas as faixas em US$ 0,99, a Apple também minou o modelo histórico da indústria do disco – o das vendas de álbuns. As gravadoras nunca se recuperaram disso. A indústria da música descobriu que transferir o controle dos preços para uma companhia de tecnologia é uma coisa muito perigosa. As editoras estão cientes de que não podem conspirar para fixar os preços dos e-books, mas precisam negociar individualmente com as gigantes de equipamentos e de comércio eletrônico.
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