A magia da xilogravura
Com o lançamento do livro com obras de J. Borges, o baiano Jeová Franklin tenta preservar a tradição nordestina
A xilogravura e a literatura de cordel são artes tipicamente nordestinas que trilham caminhos parecidos. Mais precisamente, há 102 anos. Em 1907, a gravura do cangaceiro Antônio Silvino apareceu em um trabalho poético de 48 páginas sobre a vida do fora da lei, em edição de Francisco das Chagas Baptista. Com mais de 5 mil folhetos de cordel e 500 xilogravuras, o colecionador baiano Jeová Franklin possui um ateliê repleto de peças raras da cultura popular brasileira. Seu artista favorito, o pernambucano José Francisco Borges, que assina como J. Borges, foi escolhido para dar início a uma série de livros que tentam resgatar uma arte “quase extinta”, segundo ele. Em J. Borges — Vinte historinhas para crianças, Franklin reedita 20 histórias de J. Borges em fac-símile e gravuras em versão original e coloridas pelo autor especialmente para a publicação. Lançado pela nova editora Lunario, tenta adiar a extinção dessa arte popular.
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