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Centenário

26 de fevereiro de 2010
2 min de leitura

Curt Meyer-ClasonCurt Meyer-Clason traduziu para o alemão obras de Guimarães Rosa, João Ubaldo Ribeiro, Mário de Andrade e de outros latinos

Ele é dessas pessoas que fizeram do trabalho seu bálsamo de vida. Curt Meyer-Clason, o escritor e tradutor alemão que nasceu na cidade de Ludwigsburg em setembro de 1910, está comemorando seu centenário de vida este ano, com a discrição característica de um leitor que tem nas mãos um grande livro: em silêncio. Coube a Curt Meyer-Clason o papel de ser o pioneiro na tradução para o alemão de um universo tão rico e peculiar como o da literatura latino-americana. Além de inúmeros livros de García Marquez, como Cem Anos de Solidão, Crônica de uma Morte Anunciada e O Outono do Patriarca, Meyer-Clason traduziu também Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, Macunaíma, de Mário de Andrade, e Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, passando ainda por A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, Migo, de Darcy Ribeiro e Zero, de Ignácio de Loyola Brandão. O tradutor viveu no Brasil de dezembro de 1936 a maio de 1954 e chegou a ser preso na Ilha Grande. Nesta matéria da Deutsche Welle, ele revela seu amor pela literatura brasileira e amizade com escritores, como Guimarães Rosa, com quem trocou cartas entre 1958 e 1967.

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