A caminho da classe média, com ideias próprias de participação
Livro analisa a classe média brasileira
Há um fenômeno global e brasileiro de máxima importância social, econômica e política neste início de século: o surgimento de uma nova classe média. Nos países de economia emergente, 400 milhões pertencem a esse segmento e até 2030, estima-se, mais dois bilhões de pessoas serão incorporados. No Brasil, apenas no período entre 2002 e 2008, o conjunto das famílias que ganhavam, em termos reais, entre R$ 1,1 mil e R$ 4,8 mil passou de 44% para 52% da população. A estabilidade econômica, o aumento da renda e a crescente oferta de crédito aproximaram esses brasileiros do padrão de consumo da chamada classe média tradicional – que percebe mais de R$ 4,8 mil por mês de renda média familiar. São esses os fatores que ajudam a explicar o fato de que, hoje, na classe C, 69% têm casa própria, 22% têm carro, 100% têm TV em cores, 89% têm telefone celular, 52% têm computador e 34% têm e usam banda larga. Não é por acaso, portanto, que os cientistas políticos Amaury de Souza e Bolívar Lamounier definem que a “classe C deixa de ser ‘baixa’ e começa a ser ‘média'” em livro agora publicado (A classe média brasileira – Ambições, valores e projetos de sociedade, Campus, 192 pp., R$ 49).
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