A leitura como forma de arte
Em obra clássica, agora reeditada, João Alexandre Barbosa analisa a modernidade poética
Ecoando Shakespeare, Jorge Luis Borges declarou que as palavras são mais eternas do que os mármores e os metais. No sentido literal, são eternas porque podem ser copiadas, reproduzidas e gravadas indefinidamente. Mas, na realidade, não são eternas por suas cópias, mas pelo valor que guardam. O tempo, senhor da razão, filtra e livra do esquecimento aquilo que engrandece a vida humana. Sem nenhum risco de hipérbole, assim é este livro As ilusões da modernidade (Perspectiva, 168 pp., R$ 35), de João Alexandre Barbosa (1937-2006), joia de preciosidade inestimável originalmente publicada em 1986, que um sábio editor repõe em circulação.
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