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Uma amizade que nasce da escrita

21 de fevereiro de 2010
1 min de leitura

A prosa precisa e inteligente do colombiano Héctor Abad Faciolince conquista a cumplicidade de um colega de ofício

Isso já me ocorreu há alguns anos, no caso de Javier Cercas e agora de novo com Héctor Abad Faciolince. Quando li o extraordinário romance de Javier, Soldados de Salamina (Francis, 239 pp., R$ 37), não só fui tomado por aquela felicidade e gratidão que sempre sentimos quando lemos um belo livro, mas também por uma necessidade urgente de conhecê-lo, apertar sua mão e lhe agradecer. Raras vezes sinto essa necessidade urgente de conhecer pessoalmente autores de livros que me comovem e me maravilham. Tive tremendas decepções a respeito e, de maneira geral, acho preferível ficar com a imagem ideal de um escritor que admiro. Quando li El Olvido que Seremos (Editora Seix Barral, 272 pp., 18,50 euros, em espanhol), a mais apaixonante experiência de leitor dos meus últimos anos, quis ardentemente que os deuses ou o azar me concedessem o privilégio de conhecer Héctor Abad Faciolince, para poder dizer-lhe de viva voz o quanto lhe era agradecido.

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