Pele e Osso ganha tradução no Brasil
Romance de Luís Gusmán chega ao mercado pela Iluminuras
Seria insuficiente dizer que Pele e osso (Iluminuras, 220 pp., R$ 44 – Trad Wilson Alves-Bezerra), de Luis Gusmán, é um romance a mais entre os que integram o catálogo do autor. Sobretudo quando uma pergunta tão argentina, tão atual, atravessa as primeiras páginas do livro: que faz um homem para sustentar sua profissão quando a realidade adversa lhe golpeia a cara? Mais ainda, que faz um vendedor de peles para viver e defender sua profissão – peleteiro – quando a sociedade toma consciência da matança indiscriminada de animais e ecologistas destacam em suas agendas a proteção das espécies? Principalmente por dois motivos, o livro é um romance da herança. Primeiro, porque compreende um assunto trabalhista, que insere o personagem Landa no mundo econômico, definindo-o e, por sua vez, dando um título ao livro: Landa herda de seus pais o ofício de peleteiro. E, segundo, porque mostra o caso, a doença que Landa herda de seus avós maternos: a diabete que o afeta, o rotula e o identifica desde as primeiras páginas do relato.
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