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Espaços de liberdade

20 de fevereiro de 2010
1 min de leitura
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Livro relata trabalho de mediadores de leitura com populações marginalizadas em países da América Latina

Numa das muitas histórias sobre grupos de leitura em regiões em conflito reunidas em A arte de ler (Editora 34, 304 pp., R$ 42 – Trad. Arthur Bueno e Camila Boldrini), a antropóloga francesa Michèle Petit conta o caso dos bibliotecários da Comuna 13, um conjunto de bairros pobres na periferia de Medellín. No fogo cruzado entre guerrilheiros das FARC e paramilitares colombianos, a biblioteca se transformou em ponto de encontro para jovens da vizinhança, que encontravam nas atividades promovidas pelos funcionários e nos livros disponíveis nas estantes um refúgio momentâneo para a brutalidade da rotina. A história pode sugerir uma visão um tanto romântica da cultura como antídoto para a barbárie, mas Michèle Petit argumenta que o trabalho de pessoas como os bibliotecários de Medellín nada tem de ingênuo.

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