Leituras analfabetas
Autodeclarado iletrado, Tom Zé lê livros com frequentadores de seu blog
‘Hoje as novas tecnologias adaptam a voz, corrigem. Tal como o fotoxop, que joga fora cicatrizes e enxúndias, convertendo-as em nuances de cor. Fica tudo bonito-padrão. (…) Na voz, não sei se alguém é homem, hoje, pra não apagar certas peculiaridades/imperfeições, deixando-as à flor do som”. A provocação, postada por Tom Zé em seu blog (tomze.blog.uol.com.br), nasceu da leitura de O século da canção, de Luiz Tatit – mais exatamente, do momento em que o autor fala como as tecnologias de gravação foram fundamentais para definir os rumos da canção brasileira na década de 1920. Reflexões como essa têm brotado por lá desde quando, há meses, Tom Zé propõs a seus leitores que todos se lançassem juntos sobre o mesmo livro e o discutissem no espaço virtual – agora, eles estão indo para terceiro título, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda.
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