A derrota moral dos governantes
Escrito em árabe nos séculos 11-12, O leão e o chacal mergulhador faz uma contundente crítica ao poder
Responsável pela várias vezes premiada versão brasileira das Mil e uma noites (Globo), Mamede Mustafa Jarouche comete outra façanha ao entregar aos leitores brasileiros O leão e o chacal mergulhador (Globo, 271 pp., R$ 30), que a editora anuncia como “a primeira tradução mundial” da obra. Datada dos séculos 11-12, ela foi escrita, ao que parece, em Bagdá, a partir de um fabulário árabe calcado, por sua vez, num “original” sânscrito, com adaptação livre. Como Jarouche explica, o texto permaneceu em árabe e quase desconhecido durante tantos séculos por causa de falhas nas raríssimas cópias disponíveis. O problema se resolveu com a recente descoberta, na Índia, de um manuscrito que permitiu completar o livro, até então tido como literariamente frágil.
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