Cultura do crioulo doido
Dois estudos discutem as relações entre literatura e gêneros musicais como tango e samba
Por quais motivos a malandragem permanece como um traço distintivo de nossa cultura?”, pergunta Giovanna Dealtry, autora de No fio da navalha – Visões da malandragem na literatura e no samba (Casa da Palavra, 208 pp., R$ 32). Em seu estudo, ela descortina fatos e personagens da cultura brasileira e, mais especificamente, do Rio de Janeiro do início do século 20, como se fosse uma mascarada, vista como um jogo de esconde-esconde social. Mostra como o samba, de símbolo de malandragem –negativo -, se torna um de nossos “símbolos nacionais”. Já Modernidades primitivas – Tango, samba e nação (UFMG, 224 pp., R$ 43 – Trad.: Rômulo Monte Alto), da argentina Florencia Garramuño, busca, por meio do estudo do tango e do samba, investigar o “paradoxo de modernidade primitiva” e os sentidos culturais que dele emergem.
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