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Ativa e convicta, mesmo na sombra

13 de fevereiro de 2010
2 min de leitura
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Nova biografia contesta crença de que Eva Braun mantinha relação platônica com ditador nazista e não se envolvia com política

Eva Braun, com quem Adolf Hitler se casou 40 horas antes do suicídio de ambos, no dia 30 de abril de 1945, não foi a mulher desinteressada politicamente que tem sido mostrada nas mais importantes biografias do ditador. Segundo a primeira biografia acadêmica de Eva (Eva Braun – Leben mit Hitler, C.H. Beck, 366 pp., 24,95 euros), escrita pela historiadora berlinense Heike Görtermaker, ela teve uma participação ativa ao lado de Hitler, embora fosse 23 anos mais jovem. Outro tabu derrubado pela obra, recém-publicada pela editora C. H. Beck, foi o de que a relação entre os dois teria sido apenas platônica. “Foi uma relação inteiramente normal”, afirma a autora, que baseou sua pesquisa em cartas escritas por Eva a parentes e amigas, em fragmentos de um diário e em comentários deixados por contemporâneos da companheira de Hitler. Em biografias do ditador, como a escrita pelo historiador alemão Joachim Fest, ou a do britânico Ian Kershaw, Hitler é visto como um homem apaixonado apenas pela Alemanha e sem qualquer libido. Ele mesmo teria contribuído para essa imagem ao dizer, certa vez, que a Alemanha era a sua noiva.

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