As damas da canção
Livro revela a importância dos famosos concursos que elegiam as rainhas do rádio nos anos 40 e 50
A eleição de 1949 foi, de longe, a mais disputada e marcante – querida do público, intérprete de sucessos como Chiquita Bacana, a cantora Emilinha Borba era a favorita para ser eleita a nova Rainha do Rádio. A vitória foi mais evidente porque sua principal rival, Marlene, ainda era uma quase desconhecida. “Ela já havia se apresentado em algumas emissoras menos importantes e cantava no Copacabana Palace, ao contrário de Emilinha, que era uma das estrelas da Rádio Nacional, a maior emissora da época”, conta Maria Luisa Rinaldi Rupfer, jornalista e pesquisadora, autora de Rainhas do rádio (Senac RJ e SP, 232 pp., R$ 60). Segundo a autora, o legado desse tempo foi o de revelar o mecanismo dessa indústria que vivia seus primórdios. “A luta por manter-se no topo dependia não só da competência artística da cantora, mas também de sua capacidade para circular pelos vários polos da indústria. A disputa azeitava as engrenagens, aumentava o interesse popular e, sobretudo, contribuía para que um novo produto denominado “rainha do rádio” surgisse.”
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
