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A guerra das traças

13 de fevereiro de 2010
2 min de leitura

Portais de venda de livros usados na internet aprimoram-se, mudam perfil de sebos de consumidores e acirram disputa por mercado em ascensão

Dono de um sebo no centro de Belo Horizonte por cinco anos, Renato Ribeiro decidiu no fim de 2008 fechar a loja. Manteve-se, porém, no comércio de livros usados: alugou uma sala menor, para onde transferiu seu acervo de 20 mil títulos, e hoje vende somente pela internet, nos portais que intermedeiam transações entre livreiros e leitores. O mesmo fez o paulistano Gunter Zibell, que trocou a loja física pela virtual, cadastrando em alguns sites os seus 60 mil volumes. Ambos afirmam que o corte de despesas com pessoal e contas justificou a opção. O movimento reflete a reviravolta no mercado de livros usados e raros detonada pela evolução das redes de sebo no ciberespaço brasileiro. São portais que reúnem muitos livreiros numa mesma página, onde o cliente compara preços e pesquisa o conteúdo e/ou o estado do volume. Escolhidos os títulos, o negócio se dá entre o sebo e o leitor interessado – o intermediário lucra com comissão e mensalidades cobradas aos cadastrados. Soberana no setor, a Estante Virtual, criada em 2005 e que reúne 1.600 sebos e 6 milhões de livros, ganhou nos últimos anos concorrentes que, se não chegam a ameaçar sua liderança, já provocam reações típicas de uma guerra comercial.

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