Best-seller relata lições de um sobrevivente
Loucos pela tempestade traz memórias de menino que resistiu a queda aérea
Quando Norman Ollestad era criança, na virada dos anos 60 para os 70, a expressão “esportes radicais” nem existia. Aventuras extremas em surfe, esqui ou alpinismo eram atividades românticas, distantes do mundo “business” do esporte atual. Quase jornadas de descoberta pessoal. Era o que Ollestad fazia, levado pelo pai. Cresceu em uma praia de surfistas e nudistas na Califórnia, em plena explosão do “flower power”. Mas as memórias do autor em Loucos pela tempestade (Record, 308 pp., R$ 42,90 – Trad.:Dinah Azevedo) também mostram uma infância assustada. Tudo mudou em 1979, quando um pequeno Cessna se espatifou em uma montanha íngreme de 2.600 metros na Califórnia, em meio a uma tempestade de neve. O pai e o piloto morreram na hora. O livro não vale apenas pelo relato dramático, mas pela descrição de como o autor lidou com o episódio. Levou 30 anos para compreender a catástrofe.
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