A trajetória de um provocador
Mais conhecido pela canção erótica Je tAime... Moi non plus, Serge Gainsbourg ganha biografia e filme
Jane Birkin tinha 22 anos quando conheceu Serge Gainsbourg (1929-1991). “Eu o achei arrogante e grosseiro”, revelou, no ano passado, a atriz britânica de 63 anos, que, pouco depois daquele primeiro encontro, se divorciou do compositor John Barry para viver uma louca história de amor com o então enfant terrible da canção francesa. “O que eu tinha interpretado como arrogância era, na verdade, timidez extrema”. A trajetória de Gainsbourg está cheia dessas opiniões e sensações contraditórias, que só engrandecem a aura do artista mais provocador que a França já produziu. Não por acaso, sua vida, cheia de romances rumorosos e vícios mais ou menos secretos, e sua obra, repleta de letras escandalosas e formulações irônicas, tenha rendido já numerosas biografias. A mais recente delas, Serge, Mon Patron…/ Le Carnet du Chauffeur de Serge Gainsbourg (Edition Pascal), escrita por Alann Parouty, que trabalhou como motorista do cantor por 12 anos, chegou às livrarias francesas no dia 20. O livro foi lançado no mesmo dia em que chegava aos cinemas franceses “Serge Gainsbourg, Vie Héroïque”, dirigido pelo quadrinista Joann Sfar, o primeiro filme inspirado no percurso profissional e emotivo do criador e cointérprete de “Je t’Aime… Moi non plus”.
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