Quadrinistas com voz própria são poucos
As turmas se organizam como podem porque não há indústria nacional de HQ
O Brasil tem duas turmas de quadrinistas. Uma faz sucesso mundial. Só trabalha para editoras americanas, ilustrando roteiros com super-heróis e similares. Produz muito, ganha bem, em dólar. São uns 40. O mais famoso é Ivan Reis, exclusivo da DC Comics. A segunda turma é mais heterogênea, mais autoral e paradoxalmente mais comercial. Porque a maioria desses artistas toca paralelamente trabalhos pessoais e “jobs” que paguem as contas. Fazem “storyboard” para agência de publicidade, animação para web, design de camiseta, ilustração de revista, capa de livro, “toy art”. Suas HQs frequentemente são de história ou literatura brasileira, encomendas de editoras que vendem bem para governos e escolas. Publicam em revistas independentes como “Front”, “Grafitti” e “Peiote”. Além de Rafa Coutinho, estão nesse time Rodrigo Rosa, André Caliman, Fábio Kitagawa, Gil Tokio, Fábio Cobiaco, Jozz, Fábio Lyra, Guazzelli, Lelis e outros. Boa parte se reúne no coletivo Quarto Mundo.
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