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Monstros criados pela civilização

31 de janeiro de 2010
1 min de leitura

Corrida selvagem, de J.G. Ballard, satiriza excessos da sociedade atual

Com algum atraso nos chega a noveleta Corrida selvagem (José Olympio, 112 pp., R$ 25), de J.G. Ballard, que se ocupa de um dos temas favoritos do escritor inglês: os bairros artificiais, em que tudo o que interessa está do lado de dentro. O livro será a terceira obra ballardiana a virar filme – após Império do Sol, de Steven Spielberg, e Crash, de David Cronenberg, Running Wild estreia em 2011, com Samuel L. Jackson no papel principal, dirigido pelo estreante Kevin Kerslake, conhecido diretor de videoclipes. O argumento de Corrida selvagem é simples e terrível. Em 1988, no condomínio Pangbourn Village, em Reading, cidade a oeste de Londres que hospeda corporações de TI, 32 ocupantes das aprazíveis mansões (590 mil libras cada uma) foram assassinados. Executivos, banqueiros, psicólogos, choferes, empregadas, etc., foram fuzilados, enforcados, atropelados, asfixiados, esfaqueados e eletrocutados num período de tempo, segundo a polícia, de meros 20 minutos.

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