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De que lado fica Nietzsche?

30 de janeiro de 2010
1 min de leitura

Livros discutem posições políticas de um dos principais filósofos modernos

As ideias políticas de Friedrich Nietzsche já transitaram por manifestos dos grupos mais incompatíveis entre si, inspirando palavras de ordem nazistas, comunistas, anarquistas e até democráticas. O controverso legado de um dos principais filósofos modernos é agora reavaliado em dois novos livros, um publicado na Alemanha e outro no Brasil. Nietzsche: O rebelde aristocrata (Revan, 1.108 pp., R$ 170 – Trad.: Jaime A. Clasen), do italiano Domenico Losurdo, e Nietzsche-Lexikon (Herausgeber, 472 pp., 79,90 euros), organizado pelo alemão Christian Niemeyer, compartilham a ambição de se tornarem uma referência nos estudos sobre o pensador, mas divergem radicalmente na avaliação que fazem de sua obra. Para Losurdo, o ponto constante do pensamento de Nietzsche, da juventude aos últimos livros, é seu “ódio contra a revolução que destitui a aristocracia e promove o avanço da plebe”.

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