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Música toda prosa

30 de janeiro de 2010
2 min de leitura

Três novos livros atestam o poder das letras de sambas e canções em retratar determinados períodos e servir como verdadeiros documentos históricos

“Não deixe o samba morrer/ Não deixe o samba acabar.” Faltando duas semanas para a maior festa popular do planeta, o carnaval, parece que dois amigos resolveram levar ao pé da letra a tão executada composição de Edson Conceição e Aloísio. Diversos gêneros da música popular nacional já tiveram sua estrutura e história esmiuçadas por especialistas. Livros sobre bossa nova, choro, marchinha e samba pululam no mercado a torto e a direito. Com um trabalho de fôlego, Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas lançam agora Samba de enredo – História e arte (Civilização Brasileira, 240 pp., R$ 34,90), eternizando o gênero com um verdadeiro documento para a posteridade. Fala-se de um imortalizar justamente pelo fato de ser a primeira vez que se realiza um mergulho tão vertical e profundo especificamente sobre os sambas de enredo do Rio. Um livro repleto de méritos por lançar mão de ser pretensioso, daqueles que querem tratar de tudo, mas, no fim das contas, não dizem nada. O lançamento será na próxima quarta-feira, dia 18, no Al-Farabi (Rua do Rosário, 30 – Centro. Rio de Janeiro/RJ).

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