Livro conta história da arte pública do Rio
Museóloga e arquiteto fazem o inventário de 570 obras criadas a partir do século 18, espalhadas pela cidade
A primeira estátua do Rio foi a de d. Pedro I, inaugurada com grande festa em 1862 por d. Pedro II na então Praça da Constituição, no centro. O historiador José Murilo de Carvalho aponta que a evocação pública e monumental da imagem de d. Pedro I promovida pelo governo na ocasião tinha como objetivo calar o culto à memória de Tiradentes, símbolo do movimento republicano. Esta é uma das histórias lembradas pela museóloga Mariana Varzea no livro Arte ambiente – Cidade do Rio de Janeiro (Uiti, 198 pp., R$ 80), que será lançado na próxima terça-feira. Ela e o arquiteto Roberto Ainbinder catalogaram 570 obras criadas a partir do século 18. Mariana afirma que o Rio, reconhecido pela beleza natural, abriga a maior coleção de arte pública do País.
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