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24 de janeiro de 2010
2 min de leitura
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O comércio online cai no gosto dos internautas brasileiros, que entram na chamada terceira onda de consumo virtual

No dia 22 de agosto de 1994, uma filial da Pizza Hut na Califórnia anunciava pela primeira vez um serviço então inusitado. A partir daquela data, seria possível pedir pizzas pelo computador. Passados 15 anos, pizza online não impressiona mais ninguém. Até 2008, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, 61% da nossa população nunca haviam acessado a internet. Entre quem acessa, 16% compram na rede. Só no Natal, foi R$ 1,6 bilhão em mercadorias, de acordo com a e-bit, empresa que monitora o setor. Líderes no serviço, os Correios entregaram 15 milhões de pacotes comprados pela internet no ano passado. Um recorde. Foram 38% mais compras do que em 2008. A maioria dos produtos é livro – o campeão do varejão online.  Mestrando em design na Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ, Adriano Renzi vem estudando livrarias virtuais há dois anos. Pesquisando as vendas e a usabilidade dos sites, ele constatou que 80% dos clientes já se conectam sabendo o livro que procuram. “As lojas estão cada vez maiores e ainda assim há sempre livros que você não encontra lá, já reparou?”, questiona o professor Fernando Meirelles, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV. Fernando acompanha de perto o avanço da internet no país. E lembra que o Brasil tem um jeitinho todo seu de usar a rede.

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