Herança Beatnik
Em coletânea de contos, escocês Irvine Welsh junta o universo de junkies desiludidos de Trainspotting com o imaginário da geração beat
Das vias de trem nas periferias operárias na Escócia para as autoestradas americanas. Da heroína dark para uma experiência “yagê” patrocinada por um xamã peruano. A coletânea Se você gostou da escola, vai adorar trabalhar (Rocco, 376 pp., R$ 54,50 – Trad.: Paulo Reis e Sergio Moraes Rego) marcou não apenas a volta do escocês Irvine Welsh aos contos, em 2007, depois de dez anos, mas também revelou que sua prosa inovadora costurada com o dialeto e as gírias dos jovens desiludidos de Edimburgo também tem um quê de beatnik. O livro chega agora às livrarias brasileiras e confirma que Welsh até hoje vive sob o impacto de seu best-seller Trainspotting (93), que também foi sucesso no cinema. O humor pessimista e iconoclasta continua presente, assim como as ruas escocesas (em uma das cinco histórias). Em entrevista, Welsh diz que o sucesso de sua principal obra é “libertador”.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta