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Morte do romance

23 de janeiro de 2010
2 min de leitura

Publicação de livro coloca a ficção no centro dos debates literários e culturais imediatos

A publicação recente do livro A cultura do romance (CosacNaify, 1120 pp., R$ 130), organizado por Franco Moretti, coloca a ficção no centro dos debates literários e culturais imediatos. Algo que parece antigo e que, no entanto, se renova a todo instante. É por isso que se proclama a morte do romance que, aliás, não pode morrer, pelo simples fato de que não existe. O romance não existe? Não, não existe. Só não viu quem não quis. Foram tantas as revoluções, tantas as alterações radicais, que o romance precisou morrer para viver; numa espécie de ascetismo que, parece, a própria Igreja Católica agora desconhece. O livro A cultura do romance – parte ainda menor de um projeto ambicioso que engloba mais quatro volumes – aborda várias questões essenciais em artigos assinados por Mario Vargas Llosa, e é dividido em quatro grandes painéis: “O romance se faz espaço”, “Narração e mentalidade”, “Gente que escreve, gente que lê” e “Narrar a modernidade”, que mostra a dimensão do esforço de Moretti.

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