Espiões de Fidel atacam na Flórida
Fernando Morais está de volta a Havana e Miami, dessa vez para contar uma história de espionagem
Calça branca, camisa Lacoste azul, contrariado com a proibição de fumar nos restaurantes de São Paulo, Fernando Gomes Morais diz que perdeu a conta de quantas edições de A ilha foram publicadas até hoje – “acho que 39, 40 edições, por aí”. Esse mineiro de Mariana tem hoje 63 anos e não mais frequenta o plantão de domingo nas redações, mas diz que em A ilha e nos sete livros que se seguiram continuou na profissão: repórter. Exímio apurador e contador de histórias, sempre se sai de um encontro com ele mais bem informado do que quando se chegou. Fernando Morais acaba de voltar de sua sexta viagem a Havana e Miami desde maio, com duas escalas a trabalho em Nova York, e já tem pronto novo livro-reportagem sobre a ilha, com publicação prevista para junho/julho pela Companhia das Letras. O livro trata, sobretudo e principalmente, de espionagem. Os espiões não pertencem à CIA ou ao FBI. São 13 cubanos e 2 cubanas que o serviço secreto de Fidel conseguiu infiltrar em organizações de extrema direita de Miami.
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