França entra na corrida pela digitalização de livros
Os fãs do projeto o encaram como um misto de orgulho cultural e estratégia industrial
Em meio às amplas campinas na área central da França, uma equipe de especialistas em informática prepara a herança literária da Europa para a era digital. Em termos menos glamorosos, isso significa que, na prática, eles ganham a vida virando páginas. A empresa para a qual trabalham, a Safig, é uma das poucas na Europa a digitalizar livros, usando funcionários e sistemas automatizados para virar as páginas. Isso dá a ela uma posição privilegiada frente ao plano francês para criar uma imensa biblioteca online e negociar um acordo sobre livros digitais com o gigante norte-americano da Internet Google. Os fãs do projeto francês de 750 milhões de euros (um bilhão de dólares) para digitalizar o acervo das bibliotecas e museus o encaram como um misto de orgulho cultural e estratégia industrial. Os céticos apontam que os 10 milhões de livros digitalizados pelo Google ofuscam os esforços franceses realizados até o momento.
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