Quintanilha esquadrinha subúrbios
“Minhas histórias vêm muito da literatura”, diz artista niteroiense que vive na Espanha
Se o leitor perguntar a experts em quadrinhos qual foi o melhor álbum de HQ publicado no Brasil no ano passado, pode esperar uma unanimidade: Sábado dos meus amores (Conrad, 64 pp., R$ 39), trabalho do niteroiense Marcello Quintanilha. A excelência do trabalho de Quintanilha não é exatamente uma novidade. Vivendo desde o início da década em Barcelona, Espanha, fazendo desenhos freelance para jornais como El País e La Vanguardia, ele foi considerado pelo escritor Aldir Blanc como “o Rossellini tupiniquim”, por conta do estilo realista. A partir deste fim de semana, Marcello Quintanilha passa a publicar uma tira no Caderno 2 aos sábados. “Cara, eu adoro essa ideia, acho uma coisa superimportante. É uma coisa que sempre gostei, sempre tive vontade de fazer, exatamente do tipo (de tira) que mandei para você. Que não fosse uma tira de humor, uma tira de piada, mas que tenha outro tipo de entrada, outro tipo de diálogo com o público”, diz o artista.
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