É apenas uma verdade possível
Autora que se reinventa a cada obra, Siri Hustvedt usa memórias do pai em novo romance
Aos 54 anos, Siri Hustvedt tornou-se uma das vozes mais originais da literatura americana hoje. A cada novo livro lançado – ela já está no seu quarto romance, além dos três livros de ensaios e mais um de poesia -, Siri reinventa sua obra na direção de uma prosa ousada, de forte cunho autobiográfico, mas com uma tendência a mesclar vozes, tempos e registros narrativos diferentes. Em seu livro mais recente, As desilusões de um americano (Companhia das Letras, 368 pp., R$ 49 – Trad.: Rubens Figueiredo), usa trechos das memórias escritas por seu pai, imigrante norueguês, testemunha de combates na Segunda Guerra Mundial, para reconstruir ficcionalmente a figura paterna a partir da investigação de um segredo de família. Em março, Siri lança seu livro mais ousado, A história dos meus nervos, uma investigação sobre as origens das convulsões que passou a sofrer após a morte de seu pai, entrevistando médicos, pacientes e amigos.
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