Qualquer relação com a realidade é mera ficção
Summertime desperta várias indagações e uma vontade incrível de lê-lo sem parar
Em Infância e juventude, o escritor sul-africano ganhador do Nobel J.M. Coetzee deu à memória a liberdade da ficção empregando um narrador em terceira pessoa e o curioso distanciamento do tempo verbal presente. Summertime (Viking Adult, 272 pp., US$ 25,95) continua a história no início dos anos 70, com métodos invertidos: embora a maioria dos leitores imagine que o livro é autobiográfico, ele é rotulado como ficção, e o autor, seja como a personagem “John Coetzee”, seja como o narrador onisciente, está morto. Literalmente. O livro intrigante que temos em mãos é uma colagem. Os fragmentos de cadernos de Coetzee (ou de “John”) têm cinco entrevistas realizadas no futuro por um jovem biógrafo, Mr. Vincent, com cinco pessoas que conheceram Coetzee (ou “John”) na época em que ele vivia com o pai num subúrbio da Cidade do Cabo, ensinando inglês e escrevendo seus primeiros dois romances.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
