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Pistas escondidas

16 de janeiro de 2010
2 min de leitura

Sherlock Holmes teria sofrido de um tipo especial de autismo?

“Você esteve no Afeganistão”, disse um homem de meia idade quando o médico entrou na sala. O médico, que acabara de retornar da Guerra Anglo-Afegã, ficou impressionado com a perspicácia. Mas antes que pudesse perguntar como ele podia saber disso, o homem o pegou pela camisa e o levou para ver sua mais nova obsessão. O médico ouvia estupefato o novo conhecido falar do experimento químico que acabara de concluir. O amigo que os apresentou dissera ao médico que o homem era excêntrico e que conduzia experimentos estranhos e mórbidos. Com certeza, Sherlock Holmes era excêntrico, pensou o doutor John Watson. Foi dessa forma, em 1887, que Arthur Conan Doyle deu início a uma das parcerias mais estranhas e produtivas da literatura, no romance Um estudo em vermelho. Tomei conhecimento desse estranho casal no ensino médio. Recentemente, reli as histórias, mas, dessa vez, não pude evitar olhar para Sherlock Holmes com os olhos de um médico. Vi o que qualquer médico veria: um paciente. A pergunta era: poderia o estranho comportamento de Sherlock Holmes ser diagnosticado?

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