Memórias de um avô abolicionista
Os seis netos lutam para preservar e divulgar o acervo do intelectual, cujo centenário de morte foi lembrado no domingo
O Ano Joaquim Nabuco, que se iniciou oficialmente no domingo, dia 17, data do centenário de morte do líder abolicionista e escritor, com eventos no Rio de Janeiro e Recife, já surpreende em especial seis pessoas: Sylvia Maria, a Vivi; José Thomaz; Joaquim Aurélio; João Maurício; Maria do Carmo, a Nininha; e Afrânio. Trata-se dos netos de Joaquim Nabuco (1849-1910), todos filhos de José Thomaz, o único dos cinco filhos de Nabuco que teve filhos. “Estou admirado com a repercussão da iniciativa”, diz João Maurício. “É muito bom saber que meu avô continua a ser lembrado.” Como Nabuco se casou tarde, poucos meses antes de completar 40 anos, e José Thomaz era o caçula, os netos não conheceram o avô. “Nunca o vi como um homem da família, e sim como figura pública”, diz João Maurício. José Thomaz também conta que primeiro se familiarizou com a importância e a obra do avô graças ao que lhe foi ensinado na escola. “O pouco que sabemos dele na intimidade se deve a algumas lembranças do nosso pai, que tinha apenas 7 anos quando ele morreu.”
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