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Sebos tentam evitar receptação

16 de janeiro de 2010
1 min de leitura

Muitos livreiros interpretam a preferência de ladrões por best-sellers como uma busca por liquidez de mercado

O roubo de livros alimenta tanto as estantes de ladrões aventureiros ou cleptomaníacos quanto uma espécie de mercado negro das letras. No último caso, seu destino é o troca-troca descuidado de volumes em sebos, camelôs e barracas em feiras de livros. Muitos livreiros interpretam a preferência de ladrões por best-sellers como uma busca por liquidez de mercado: um sucesso de vendas nas livrarias encontra clientela fora delas com mais facilidade. Frederico Zapelloni, 39, teve uma barraca de livros na calçada do Espaço Unibanco de Cinema nos anos 90 antes de abrir seu próprio sebo na galeria em frente. Com o tempo, passou a reconhecer que até os tipos mais insuspeitos tentavam revender livros furtados. Zapelloni criou um sistema em que cataloga todos os que surgem em seu sebo para vender livros.

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