Refletir é preciso, orar não é preciso
Padre Fábio de Melo tem licença da Igreja para usar música e literatura na pregação do Evangelho
Fábio José de Melo Silva nasceu ao som de “Jesus Cristo”, de Roberto Carlos, cantada pelo médico que fez o parto. Isso foi o que lhe disseram na infância e o garoto gostou da lenda, do som e da oração. Aos 38 anos, padre Fábio de Melo canta e persegue o sucesso. O público não o decepciona. Seus discos foram campeões de vendas em 2008 e vice em 2009. Depois de 50 semanas na lista da revista Veja – capítulo da autoajuda e do esoterismo! -, dois de seus livros chegaram em segundo e quinto lugares entre os mais vendidos no ano passado. Na companhia do padre Fábio, este À mesa com o valor é sóbrio e frugal, assim como são bem cozidos e delicados os peixes, densos e enxutos os risotos do restaurante Toscana, no centro de Taubaté. Abstêmio desde sempre – “problemas de alcoolismo em família” -, padre Fábio sequer pede água no almoço, o que faz que seus convivas, a assessora de imprensa da Som Livre, a fotógrafa e o repórter, se limitem à água mineral ou ao guaraná diet com gelo e laranja.
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