Clarice, a Rosetta de Bem
Biografia escrita sobre Clarice Lispector recebeu ótimas críticas nos Estados Unidos
Benjamin, ou Ben Moser, tem 33 anos, alto, simpático, jeitão desengonçado. Fala feito um condenado em seis, sete, não sei quantas línguas, entre elas o inglês (materna), o francês, tão bem quanto o inglês, alemão, holandês, italiano, português, espanhol, hebraico. Publica uma coluna mensal sobre livros na revista Harpers, contribui regularmente para a New York Review of Books e faz matérias de viagens para a Condé Nast. O interesse pela literatura brasileira começou pela poesia de Gregório de Mattos, passou pelos poetas mineiros da Inconfidência, depois Lúcio Cardoso, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, mas quem pegou Ben foi Clarice Lispector. O interesse surgiu, em parte, pelas histórias da avó sobre os judeus do Recife. Ele investiu cinco anos da vida em Clarice. Leu e releu, falou com a família e centenas de outros brasileiros e estrangeiros que conheceram e estudaram Clarice. A irresistível biografia escrita por Benjamin Moser (Why this World, Oxford University Press), que recebeu ótimas criticas nos Estados Unidos, ilumina o mistério Clarice Lispector, tanto o literário quando o pessoal.
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