O aguardado retorno de Luiz Gê
Depois de 20 anos publicando esporadicamente, artista paulista lança adaptação
Afastado dos quadrinhos Luis Gê realmente nunca esteve. É verdade que, nos últimos 20 anos, ele publicou muito pouco, para angústia de seus fãs, leitores desde os tempos da revista “Circo” ou do fanzine “Balão”. Mesmo com HQs esporádicas como “Borba Gata” (feita há dois anos como intervenção artística sobre o corpo de uma manequim e publicada na revista “O mundo de Playboy”) e “O caçador de crocodilos” (produzida há nove anos como parte da ópera “O homem dos crocodilos”, de Arrigo Barnabé e Alberto Muñoz), Gê tem se dedicado, nos últimos tempos, à carreira de professor da Faculdade de Comunicações e Artes da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Porém, o lançamento de dois livros com o nome do autor pode ser visto como uma espécie de volta de Gê ao gênero que o consagrou. O primeiro é a versão em HQ, feita por ele e Ivan Jaf, para o clássico O Guarani (Editora Ática, 96 pp., R$ 22,90), de José de Alencar. O outro é Análise textual da história em quadrinhos — Uma abordagem semiótica da obra de Luiz Ge (Annablume, 154 pp., R$ 40), em que Antonio Vicente Pietroforte examina a fundo o trabalho deste quadrinista paulista de 58 anos, formado em arquitetura.
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